FGTS será liberado todos os anos; total deve chegar a R$ 42 bilhões até 2020

FGTS será liberado todos os anos; total deve chegar a R$ 42 bilhões até 2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo anunciará nesta quarta-feira (24) a liberação de recursos do FGTS, que terá um total de R$ 42 bilhões disponibilizados até 2020.

“Eu tinha falado que ia ser em torno de R$ 42 bilhões. Vai ser isso mesmo. Deve ser uns R$ 30 bilhões este ano, uns R$ 12 bilhões no ano que vem, são os R$ 42 bi que eu tinha falado. Só que vocês vão ver que vai ter novidade. Há coisas mais interessantes”, disse o ministro.

Ao fim de uma cerimônia no Palácio do Planalto, Guedes disse que a permissão de saques do FGTS será recorrente durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro.

“O governo passado soltou só inativos. Nós vamos soltar [contas] ativas e inativas. Eles soltaram uma vez só. Nós vamos soltar para sempre. Todo ano vai ter.”

No início da noite, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse que o governo federal deve limitar em cerca de R$ 500 o saque neste ano. E acrescentou que, até o momento, não se vislumbra reduzir a multa de 40% do saldo paga a trabalhadores demitidos sem justa causa.

No final de semana, o presidente havia dito q ue pode avaliar uma mudança no futuro, mas não neste momento. Para mudar o percentual, seria necessário aprovar uma lei complementar que regulamente o tema com o voto da maioria absoluta dos parlamentares na Câmara e no Senado.

Sudoeste tem mais de 13 mil inscritos no Enem 2019

Sudoeste tem mais de 13 mil inscritos no Enem 2019

O Enem 2019 (Exame Nacional do Ensino Médio) terá a participação de 13,2 mil candidatos da região Sudoeste do Paraná. O número é 8% menor que o total de inscritos na região em 2018, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável pelo exame.
As provas do Enem serão aplicadas em dez cidades do Sudoeste, nos dias 3 e 10 de novembro.
Cidade Inscritos
Ampére 597
Capanema 519
Chopinzinho 793
Clevelândia 263
Coronel Vivida 722
Dois Vizinhos 1.932
Francisco Beltrão 3.419
Palmas 693
Pato Branco 3.052
Realeza 1.225
Total 13.215
No primeiro dia de prova, em 3 de novembro, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias, com duração de 5h30. No segundo domingo, dia 10 de novembro, será a vez das questões de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias, com duração de 5 horas.

Em outubro, o Inep vai disponibilizar o cartão de confirmação da prova. Nele, haverá um resumo das principais informações para o candidato: número de inscrição; data, hora e local das provas; dados sobre atendimento especializado (se solicitado); e opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol).

Paraná possui mais de mil startups, que empregam 10 mil pessoas

Paraná possui mais de mil startups, que empregam 10 mil pessoas

A ideia de alguns jovens, no fundo de uma garagem, trabalhando noite a fio, sem parar, ainda pode soar familiar para quem pensa em uma startup. No entanto, a realidade desse modelo de negócio já está muito mais estruturada. No Paraná, são 1.032 startups com quatro anos de existência em média, que já receberam mais de R$ 800 milhões em investimentos e empregam mais de 10 mil pessoas.

Os números são de um levantamento inédito do Sebrae/PR, apresentado durante o Conecta 2019, em Curitiba. O balanço mostra, ainda, que a maior parte das startups paranaenses é do segmento de saúde e agronegócio, com 121 e 119 empreendedores, respectivamente, mas, há setores emergentes no ecossistema, como o de tecnologia e energia verde, que já tem 51 empresas, o segmento pet, com sete, e até organização de eventos, como casamentos entre outros.,

O estudo retrata ainda que 86% das empresas estão localizadas em 10 cidades paranaenses e as demais cidades detém 14%. O modelo de negócio no Estado já responde por 8% de todas as startups do País. A região Leste, onde está Curitiba, é a que tem o maior número de empreendimentos (385), seguida pelo Norte (202) e o Sul (128).

O relatório vai ajudar a identificar a densidade de startups e os segmentos mais promissores. “Os números são apontados como importantes para potencializar ações, estabelecer políticas e fazer com que as startups cresçam dentro desta nova economia”, pondera o diretor de Operações do Sebrae-PR, Julio Agostini.

Agostini explica quando se soma as 1032 startups às pequenas empresas de alto potencial de crescimento e às pequenas empresas inovadoras, o número passa a algo em torno de 4 mil. “É algo extremamente relevante, todo ecossistema está gerando mais ocupações qualificadas e com média salarial maior”, completa Agostini.

As 10 cidades do Paraná com mais startups
Curitiba
Londrina
Maringá
Pato Branco
Cascavel
Ponta Grossa
Dois Vizinhos
Foz do Iguaçu
Campo Mourão
Fransciso Beltrão

Um quarto da água tratada não chega às residências no Paraná, diz Sanepar

Um quarto da água tratada não chega às residências no Paraná, diz Sanepar

Apesar de o Paraná ter o terceiro melhor índice de abastecimento de água do País (93,74%), atrás apenas do Distrito Federal (98,71%) e de São Paulo (96,25%), 34,53% da água tratada não tem a destinação correta e parte, cerca de 25%, não chega às residências do Estado por perdas na distribuição. Essas perdas são causadas por vazamentos e ligações irregulares, os chamados “gatos”, além de falhas no sistema e condições precárias dos hidrômetros. Os dados foram divulgados em julho pelo Instituto Trata Brasil e são referentes ao ano de 2017.

O engenheiro Marcelo Depexe, da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), explica que o porcentual da água que de fato não chega às residências é menor que os 34% e gira em torno de 25% no Paraná. “Há técnicas que fazem essa modelagem, que é o balanço hídrico, então, desse total (34%), a perda por vazamento varia de 60% e 70% do abastecimento, que dá entorno de 25% que ‘não chega’ efetivamente na residência”, aponta.

O número divulgado pelo Trata Brasil, segundo o engenheiro, representa aquilo que não chega como deveria, mas que não significa que todo ele seja perdido. “Esses números são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, que o Ministério das Cidades divulga, e os números são isso mesmo. Só que a maneira como eles (Trata Brasil) expõem é que dá uma interpretação um pouco distorcida. Quando diz que ‘não chega’, não é isso que o indicador mede. Esse número (34,53%) inclui aquilo que não chega, mais o gato, que é o furto, e os problemas que fazem com que o hidrômetro o messa menos. Então, a água chegou, mesmo quando a pessoa prejudicou a medição. E tem o envelhecimento natural do hidrômetro e a eficiência dele vai caindo com o tempo, então inclui também a falha de medição no hidrômetro, que mesmo novo não tem uma eficiência de 100% para todas as vazões”, pondera.

O engenheiro confirma que o número é considerado alto, quando comparado a padrões de países desenvolvidos. “Ainda existe potencial para redução, mas que demanda investimento. Não dá para comparar com padrões de excelência do primeiro mundo porque não somos primeiro mundo. O investimento em infraestrutura é muito maior e aí o custo da água lá também é muito maior que aqui. É um contexto diferente, com menor ab abundância de água, inclusive. Isso entra em outras discussões, mas essa questão vai vir ao debate uma hora ou outra. Isso vai demandar investimentos altos e não se sabe até que ponto a população está disposta a pagar por isso”, prevê.

Na avaliação do professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Miguel Aisse, existe a necessidade de ampliação dos recursos para obras de saneamento nos estados, inclusive nas localidades onde os sistemas de abastecimento de água, por exemplo, funcionam bem. “Temos muito o que fazer. O dinheiro tem que ser investido no próprio sistema. O Paraná, por exemplo, tem uma boa cobertura, mas precisa ampliar”, afirmou à Agência Rádio Mais.

Foto: Franklin de Freitas