A bicicleta é cada vez mais utilizada nas ruas pelo Paraná, seja para esporte, lazer ou transporte. Mas se o modal tem sido cada vez mais adotado pela população, por outro lado também é crescente o número de ciclistas feridos em acidentes de trânsito no estado. Só no ano passado foram 700 internações hospitalares, maior número registrado desde 2001, ano em 908 ciclistas haviam sido internados no Paraná.
Os dados, compilados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), apontam ainda que em 2017 houve crescimento de 46,14% no número de registros na comparação com 2016, quando 479 ciclistas foram internados no estado. Com isso, a média de internações, que há dois anos era de 1,31 por dia, saltou para 1,92, o que significa que praticamente dois ciclistas foram internados diariamente em hospitais paranaenses em decorrência de acidentes de trânsito.
Com tal crescimento, o estado saltou do sexto para o quarto lugar no ranking nacional de internações de ciclistas, atrás apenas de São Paulo (3.464 internações), Minas Gerais (1.943) e Santa Catarina (866). Importante destacar, contudo, que o estado paulista possui uma população (45,34 milhões de habitantes) cerca de quatro vezes maior que a do Paraná (11,05 milhões), ao passo que em Minas o número é quase o dobro (20,87 milhões).
Se houve alta no número de internações, o Estado também se viu obrigado a gastar mais para cuidar desses pacientes. O custo com esses ciclistas feridos foi de R$ 737 mil no ano passado, maior valor da série histórica do SIH/SUS, iniciada em 1998. Na comparação com 2016 houve aumento de 6,5%, ao passo que, se considerados os 10 anos anteriores, o valor subiu 54,6%.

Número de mortes relacionadas ao modal cresce  14,41% no Estado
Além da alta nas internações, outros dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde também apontam que o número de ciclistas mortos no trânsito está em alta no Paraná. Prova disso é que em 2016, último ano com dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), 127 ciclistas perderam suas vidas em decorrência de acidentes de transporte, alta de 14,41% na comparação com 2015.
O levantamento indica ainda o recrudescimento das fatalidades envolvendo ciclistas. Após forte redução nas estatísticas entre 2008 e 2014, período em que o número de mortes ao ano passou de 182 para 110 (uma queda de 65,5%), 2016 é o primeiro ano em que há um aumento mais significativo no número de óbitos no estado, algo que tende a se repetir quando forem divulgadas as estatísticas vitais de 2017, considerando-se as informações sobre internações.