O número de mortes por gripe no Paraná desde o início do ano chegou a oito, de acordo com o boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), publicado nesta quarta-feira (9).

Até a semana passada, havia sete casos confirmados no estado. O último foi registrado em Foz do Iguaçu, na região oeste.

O paciente era um idoso de 80 anos que foi internado no dia 20 de março e morreu no dia 27. Segundo a Vigilância Epidemiológica, ele não havia tomado a vacina da gripe, tinha problemas renais e cardíacos e era diabético, situação que agravou o quadro.

O município aguarda o resultado de exames feitos com outro paciente que também pode ter morrido por complicações da gripe.

Do total de óbitos no estado, a maioria está concentrada em municípios das regiões oeste e sudoeste.

Cidades com mortes por gripe:

 

  • Ampére, sudoeste: 1
  • Santa Izabel do Oeste, sudoeste: 1
  • Foz do Iguaçu, oeste: 3
  • Santa Terezinha de Itaipu, oeste: 1
  • Cafezal do Sul, noroeste: 1
  • Londrina, norte: 1

 

Em 2017, conforme a Sesa, foram registradas 592 mortes por gripe no estado.

 

Prevenção

 

A campanha nacional de vacinação contra gripe segue até o dia 1º de junho. As doses são oferecidas de graça nas unidades de saúde de todos os 399 municípios paranaenses.

A expectativa da Sesa é vacinar 3,2 milhões de pessoas – ou seja, 90% do público-alvo:

 

  • crianças de 6 meses de idade a 4 anos, 11 meses e 29 dias;
  • idosos com 60 anos ou mais;
  • pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como trissomias, doença respiratória, cardíaca, renal, hepática e neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesidade e transplantados (se não fizer o acompanhamento na unidade de saúde é preciso apresentar solicitação ou prescrição médica com o motivo da indicação da vacina);
  • gestantes, independente do mês gestacional;
  • mulheres em pós-parto, até 45 dias após o nascimento do bebê (apresentar certidão de nascimento do bebê, cartão-gestante ou documento do hospital em que ocorreu o parto);
  • trabalhadores da saúde (apresentar declaração do vínculo de atuação);
  • professores de escolas públicas ou privadas (apresentar documento que comprove vínculo de atuação, como crachá ou declaração da instituição em que atua);
  • população indígena