A alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, é responsável por mais de um terço das apreensões feitas em todo o Paraná e Santa Catarina, área da 9ª Região Fiscal.
No primeiro trimestre deste ano, as apreensões nos dois estados atingiram a cifra R$ 171,9 milhões. Quando se analisa os números apenas da fronteira do Paraná, são R$ 81,8 milhões.
Dados do órgão fiscalizador mostram que o Paraná se configura como a porta de entrada da rota do contrabando do país.
Ao longo de 200 quilômetros entre Foz do Iguaçu e Guaíra, foram descobertas diferentes estratégias de contrabandistas que, frustadas, representaram quase a metade das apreesões dos dois estados.
A rota
Depois de passarem pela Ponte da Amizade e pelo Lago de Itaipu, as mercadorias seguem por rodovias como a BR-277, a BR-163 e a BR-369 para outros estados, em especial São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
No topo da lista de apreensões estão desde mercadorias proibidas, como medicamentos e cigarros, até as mais valiosas e em grande quantidade, como eletrônicos em geral e smartphones.
Brinquedos, por exemplo, são usados para esconder medicamentos e anabolizantes. Mas, os fundos falsos em veículos são os esconderijos mais flagrados pelos agentes da Receita Federal (RF) que atuam em Foz do Iguaçu.
“Os fundos falsos sempre existiram. O que percebemos agora é uma sofisticação e esconderijos preparados em veículos de alto valor para receber mercadorias também mais caras”, conta o integrante da equipe de repressão aduaneira da RF na fronteira Paulo Kawashita.