Em fase final da colheita da soja, os produtores de Ampére contabilizam alguns prejuízos. As condições climáticas atípicas no mês de janeiro influenciaram negativamente a produção da soja. O tempo nublado e a chuva deixaram as lavouras em fase crítica, pois sem a luz, a planta acabou consumindo energia, e não a produziu como é o ciclo normal do processo para o enchimento de grãos.

De acordo com o engenheiro agrônomo de Ampére, Rogério Cima, várias lavouras tiveram acamamento, problema que pode reduzir a produtividade e qualidade da oleaginosa, resultando em prejuízo para o produtor.
Outro problema enfrentado pelos produtores de Ampére foi a ferrugem asiática. Segundo Cima, a ferrugem é um grande obstáculo na lavoura e foi ocasionado devido ao atraso no plantio, o qual deve ser feito no final do mês de setembro, e aconteceu em outubro e novembro. De acordo com o agrônomo, o ataque da ferrugem se antecipou e atingiu as lavouras em janeiro, mês onde ocorreram as anormalidades do clima com chuva e calor. O prejuízo para o produtor na colheita é de 15/20 sacas por alqueire, em média, em relação ao ano passado. Segundo Rogério, apesar dos prejuízos na colheita, a avaliação da safra é boa, devido o aumento do preço do grão, animando o produtor. Atualmente o preço da saca de 60kg da soja, segundo a cotação do Departamento de Economia Rural, de Francisco Beltrão, é de R$ 80,00.
 
Área da soja
Em Ampére a área de plantio está em 7.800 hectares, gerando uma produtividade média de 140 sacas por alqueire.